segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ilações de uma catástrofe (I)

Não temos ministro da administração interna. Já sabíamos que não tínhamos (no Verão já tinha sido tão evidente). Na prontidão, na liderança, na postura, no tom de voz, no vocabulário, enfim, em praticamente tudo. Descobrimos, ainda assim, um Secretário de Estado (Jorge Gomes), no terreno e à primeira hora (como deve ser), a liderar as operações, a reportar quando era adequado, a receber o Presidente da República, e a tomar as dores que todos sentíamos naquelas horas de choque e incredulidade. Já nos vimos habituando à falta de liderança política (de governo para governo vão variando as pastas, mas é demasiado comum termos ministros que não existem porque não podem nem sabem). Vamo-nos habituando, é verdade, mas é demasiado grave esta vacatura recorrente. Se há momento em que se impunha uma voz liderante, com estatuto e competência, este era um desses. E nesse capítulo foi um rotundo fracasso (que se repete a cada briefing).

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