terça-feira, 31 de outubro de 2017

Inés Arrimadas

Mesmo para alguém, como eu, que não tem «lado» porque não se sente habilitado a compreender inteiramente nem a aspiração independentista catalã nem a convicção autonomista com a integração no Estado espanhol, há um lado a que não resisto. O dos protagonistas.


Olhamos, ouvimos e estudamos a figura do Pudgemont (há meia dúzia de meses nem o difícil nome sabíamos pronunciar). E olhamos, ouvimos e estudamos a figura de Inés Arrimadas. Ignorem por momentos (eu sei que é difícil) a questão estética – e quem me conhece sabe como não desprezo a estética na política. Fixem-se simplesmente na postura, nas intervenções, no conteúdo. Se em Pudgemont sentimos o oportunismo, a vacuidade estratégica, a coragem titubeante, em Inés Arrimadas, sentimos a convicção, a militância democrática, a coragem genuína. E – regressemos à estética – a fluência discursiva, a indumentária sóbria e elegante, o tom doce e firme, fazem de Inés Arrimadas uma líder invejável. Sorte a dos Catalães.

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