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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Mas qual sorte?

Desculpem, mas essa coisa da sorte é para quem vai lá uma vez de vez em quando. Nós, que nos sentámos naquele anfiteatro mais de 20 vezes, já passámos por tudo e sabemos bem que falar em sorte no sorteio é areia para os nossos olhos. Saiu-nos o campeão inglês, o campeão belga (país de onde têm emergido grandes jogadores nos últimos anos) e o campeão dinamarquês (cujo futebol me sugere sempre equipas combativas e difíceis).
O campeão inglês é o campeão inglês. O Leicester foi campeão porque foi melhor que muitos desses colossos que assustam os caloiros de sorteios.
Mas qual sorte?

#Saladejogos

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Eu queria o Rafa ... mas pode ter sido bom

Hoje não faltarão as tradicionais parangonas. Por gozo ou por revolta. Por todo o lado se lerá que o Benfica ganhou ao Porto o concurso (à jornalista diz-se "o concurso") por Rafa.

Ganhou, é certo. Cá para mim não é mérito nem de olheiros (scoutings, desculpem), nem de génios da arte de negociar, e muito menos dos lindos olhos do vencedor. Dinheiro, meus amigos, dinheiro (estamos rafados, dirão os mais divertidos)!
É que, dolosamente, para os lados do estádio mais bonito do país deixou de haver muita coisa essencial. E uma delas é dinheiro.

Nem tudo é mau. Tenho a esperança - se não mesmo a convicção - que da secura dos cofres pode brotar a limpeza tão necessária. E daí ao regresso do que somos (ou devemos ser) estaremos mais perto.

Não precisamos de ser um maná de virtudes (o futebol não se quer para isso). Mas dispensamos este antro de vícios. E eu confio na sabedoria popular. Quem não tem dinheiro não tem ... . Isso.

#Saladejogos

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Ignorância olímpica

Não me excluo. Sou daqueles que, como bom parolo, como bom ignorante e, sobretudo, como bom adepto da festa, parte para os Jogos Olímpicos com uma «fesada» inchada.
Não sei porquê acho sempre que é desta que vamos sair de lá com uma mão cheia de medalhas (no mínimo!).
Conheço mais ou menos um ou outro atleta, tenho uma ideia das modalidades em que participam e já tenho mais dificuldades em saber com o mínimo de rigor as provas em que vão competir (facilmente faço confusão entre os atletas dos 5.000 e os dos 10.000 metros, entre o K1 500 ou K1 1000, entre as categorias de pesos no judo, etc).
Até posso saber qualquer coisa mas a verdade é que não sei nada sobre as reais hipóteses dos nossos compatriotas em competição. Não faço ideia do seu lugar no ranking, muito menos sei quem são os seus adversários e quais as marcas com que se apresentam. Mas nada nem ninguém me abala a «fesada» de partida.
E como é próprio da ignorância, quando de mãos dadas com a «fesada», vou quase sempre parar à exigência (face aos outros, claro).
A desilusão que depois nos assalta – que me assalta – tem muito pouco de fundamento e de justiça. Quando vou «estudar» um bocadinho percebo que se fizeram milagres, grandes prestações, marcas incríveis.
A Patrícia Mamona, por exemplo, ou o Nélson Évora, por razões diferentes, fizeram provas incríveis que nos deviam encher de orgulho. E o Fernando Pimenta – para dar mais um exemplo – deu tudo e não foi feliz.
Retracto-me. E agradeço.
#Saladejogos

Locução olímpica

De 4 em 4 anos os Jogos Olímpicos devolvem-nos em larga escala a qualidade no comentário desportivo. Da ginástica à natação. Do remo ao atletismo (porventura o meu preferido). E por aí fora.
Talvez seja da necessidade interiorizada de nos explicarem para lá do mero comentário - e por isso nos municiam com informações detalhadas, rankings, histórico e prestações recentes de cada atleta ou equipa. De repente percebemos que a locução no desporto pode ter qualidade (chego a gostar do tom de voz!).
Os senhores comentadores e locutores do desporto rei têm muito a aprender. E têm onde.

#Saladeestar
#Saladejogos

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

A doer é que interessa

1. Troi points. Ainda estou ligeiramente em modo Euro.
2. Primeira volta. Primeira jornada. Essa coisa de jogar bem e bonito não me interessa nada. Quero é ganhar. São pontos tão importantes como os das últimas jornadas.
3. Ganhar em casa do Rio Ave é sempre um excelente resultado.
4. O Alex Teles que aprenda a lição. E que o Felipe veja bem (até tentou...).
5. Deixem-nos não ser favoritos que eu não me importo.
6. O meu André Silva marcou. E não foi de pénalti.

#Saladejogos

Michael Phelps, há mais de 12 anos a ganhar ...

Se o Michael Phelps fosse português metade dos seus compatriotas estariam a dizer que é arrogante, que há um nadador argentino muito melhor (ainda que nade em distâncias e estilos diferentes), que só pensa nos títulos individuais (por muitos colectivos que tenha amealhado - palavra justa! - e por muito decisivo que tenha sido nessas conquistas).

E ainda teriam a distinta lata (não ouro, nem prata ou bronze, lata mesmo!) de o menosprezar face  a um outro compatriota seu - que foi excelente, não é esse o ponto - mas que conseguiu apenas um terceiro lugar há 50 anos! e não mais participou em qualquer competição internacional - europeia ou mundial (o que deveria interpelar-nos, pois como diabo foi possível não nos termos apurado para um único mundial ou europeu depois desse fabuloso mundial de 1966!).

#Saladeestar
#Saladejogos

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Um dia para sempre

Também eu escrevi no meu recato depois do empate com a Áustria.
Assaltou-me uma paz interior e uma certeza que não sei explicar. Lembro-me de sentir uma sincera vontade de aplaudir a selecção. E foi isso que fiz. Foi isso que escrevi.


Não tenho muito mais a acrescentar. Porque ainda estou comovido. Claro que estou comovido.
Porque claro que me comove o modo profundo mas simples como o Fernando Santos viveu e vive esta louca vitória.
Porque claro que me comove a liderança e espírito de sacrifício do nosso capitão Cristiano Ronaldo.
Porque claro que me comove a vitória de uma família de 23 jogadores e demais estrutura.
Porque claro que me comove a liderança da Federação e do seu discreto e brilhante presidente.
E porque claro que ainda padece a minha voz por aqueles 120 minutos de entrega e comoção colectiva no Stade de France.


Aqui reproduzo o meu dia. Numa compilação para sempre.

Sábado, véspera da grande final
Vai acontecer
1. Desde a primeira hora. Estou com eles desde a primeira hora. É a minha selecção, é o meu país e não consigo deixar de me entregar completamente;
2. Gosto desta selecção. Chego a gostar até dos olhos exigentes e injustos que lhe dirigem. Dizem que não são nada de especial, que não têm "modelo de jogo" (reservo para os catedráticos a tradução), que não jogamos bonito. Pois. Estão só na final.
3. Não temos 11, disseram muitas vezes. Têm toda a razão. Temos 23. E 
isso nota-se. Mesmo.
4. Temos quem faça o que mais ninguém no mundo faz. De cabeça ou de calcanhar. Em corrida ou no ar. Parece fácil, mas ninguém mais consegue. A braçadeira nunca assentou tão bem a Cristiano Ronaldo.
5. Revejo-me na postura do Fernando Santos. Confiante sem ser deslumbrado. Maduro sem ser instalado. E bom homem sem ser piegas.
6. Nunca tivemos uma estrutura tão profissional, tão competente, tão completa. Podia nomear vários. Do roupeiro ao financeiro. Do director ao presidente Fernando Gomes. Há pormenores nesta campanha que as pessoas nem sonham. Mas fazem toda a diferença.
7. Quanto mais ouço os outros a falar de nós - a desdenhar, a menosprezar e a ridicularizar a nossa prestação - mais acredito.
8. Vamos ganhar. Leiam bem. Vamos trazer o caneco. Portugal vai ser campeão europeu.

Domingo, o grande dia

Diário I
5:00h - Acordo quase sem sono. Dormia profundamente. E só o fazia há três horas e meia. Mas nestas ocasiões as demandas do corpo são tratadas, qual pai com menino desobediente, sem contemplações. Só pode correr bem.
5:30h - Aeroporto do Porto. Controlo de segurança. Controlam-se bandeiras, cachecóis e demais adereços. Respira-se a "trasferta". Só pode correr bem.
6:30h - Canta-se o hino no avião. O hábito da oração da manhã está bem arreigado neste nobre povo. Só po
de correr bem.
6:50h - Comandante dá os bons dias para avisar que se registará um atraso de 35 minutos. Há muito tráfego aéreo em Paris, explica. Invasão lusa a causar mossa. Só pode correr bem.

Diário II
10:20h (hora europeia) - França. Muitos portugueses no aeroporto. Sol. Calor. Só pode correr bem.
10:45h - Autocarro de ligação a Paris. Canta-se o hino, ouvem-se gritos de ordem. Intransigente o motorista pára no meio da estrada. Ameaça não avançar se continuamos a cantar. Simpatia francesa? Check! Só pode correr bem.
11:50h - Torre Eiffel à vista. Não está engalanada (não lhe vejo o verde e vermelho que lhe assenta tão bem). Mas também não se apresenta "tricoleur". Não estão confiantes. Só pode correr bem.

Diário III
13:00h - Arco do Triunfo. Tinha de ser. Tem tudo a ver com a missão que aqui me traz. Já se sente aquela empatia (quase cumplicidade) entre portugueses. Não nos conseguimos cruzar sem nos saudarmos uns aos outros. Mas ainda nos saudamos. Somos muitos mas não ao ponto de nos deixarmos de saudar. O Arco abre-se aos portugueses. Só pode correr bem.
14:00h - Primeira esplanada sentado. Primeira cerveja gelada e regeneradora. Correu bem demais pela garganta que só me soa: só pode correr bem.

Diário IV
Está a acontecer. Cerveja. Grupos. Faço aqui um intervalo ecológico no relato. Estão a imaginar, não estão?
Falo-vos do estádio. É melhor.
Ah. Só pode correr bem!

Diário V
Un dimanche à Paris
Só pode correr bem!


Diário VI
Sim, estou aqui. E o caneco está ali.
Não estamos em maioria. Mas somos tão bons!
Só pode correr bem!


Lágrimas pour le Portugal
Lágrimas de alegria. Não há expressão física mais completa. Porque genuína. Pura. Descontrolada. Como deve ser vivida a alegria.
É tão bom quando me descontrolo de alegria!
E para lá das lágrimas - como as do nosso Ronaldo - alguma palavra? Sim. Obrigado, que obrigado basta.
E lágrimas.
PORQUE SÓ PODIA CORRER BEM!

Aqui com o meu amigo Gonçalo Mendonça. Cúmplice de lutas e lágrimas.


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#Jardim
#Saladejogos

sábado, 9 de julho de 2016

Vai acontecer

1. Desde a primeira hora. Estou com eles desde a primeira hora. É a minha selecção, é o meu país e não consigo deixar de me entregar completamente;
2. Gosto desta selecção. Chego a gostar até dos olhos exigentes e injustos que lhe dirigem. Dizem que não são nada de especial, que não têm "modelo de jogo" (reservo para os catedráticos a tradução), que não jogamos bonito. Pois. Estão só na final.
3. Não temos 11, disseram muitas vezes. Têm toda a razão. Temos 23. E isso nota-se. Mesmo.
4. Temos quem faça o que mais ninguém no mundo faz. De cabeça ou de calcanhar. Em corrida ou no ar. Parece fácil, mas ninguém mais consegue. A braçadeira nunca assentou tão bem a Cristiano Ronaldo.
5. Revejo-me na postura do Fernando Santos. Confiante sem ser deslumbrado. Maduro sem ser instalado. E bom homem sem ser piegas.
6. Nunca tivemos uma estrutura tão profissional, tão competente, tão completa. Podia nomear vários. Do roupeiro ao financeiro. Do director ao presidente Fernando Gomes. Há pormenores nesta campanha que as pessoas nem sonham. Mas fazem toda a diferença.
7. Quanto mais ouço os outros a falar de nós - a desdenhar, a menosprezar e a ridicularizar a nossa prestação - mais acredito.
8. Vamos ganhar. Leiam bem. Vamos trazer o caneco. Portugal vai ser campeão europeu.

#Saladejogos

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Já está!

1. Ai não ganham jogo nenhum ...
2. FINAL! FINAL! FINAL!
3. Mais um do Cristiano. O tal que nunca marca golos em jogos decisivos ...
4. Paris, espera por mim.
5. PORTUGAL !!!!!!!!


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terça-feira, 5 de julho de 2016

Com tudo!


Em 90. Em 120. Ou se necessário mais.
O tempo pouco interessa. É o resultado que nos interessa.
Queremos muito tê-la nas mãos. E podemos. Claro que podemos.
De fato macaco ou de gala. Queremos muito.
Tenham-nos convosco. Sintam-nos convosco. E sejam felizes connosco!
Para cima deles. Com tudo!

#Saladejogos

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Tão bom!

1. Ai não ganham, estão sempre a empatar, não jogam nada. Fiquem com a bicicleta que eu quero lá saber. PASSÁMOS!!!!!
2. Pepe é o puro lusitano. Puro é pouco. Puríssimo. Que exibição. Que exibições.
3. Meias-finais meus amigos. Com sofrimento. Com alguma felicidade. Mas também com qualidade. E, honestamente, hoje senti que quisemos um bocadinho mais que os polacos.
4. É tão bom ganhar. Que maravilha. Fico logo exacerbado - rio, abraço, brindo, berro. É tão bom.
5. PORTUGAL!!!!

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terça-feira, 28 de junho de 2016

Equipas que marcam

Claro que tem piada a ironia da saída de Inglaterra à primeira oportunidade pós referendo (imagino as orelhas a arder do Boris ou do Farage).
O que sei é que a Islândia é muito mais consistente do que diziam os oráculos agoirentos de serviço (quantos não desdenharam com um “porra, era a Islândia!” logo após o nosso jogo de estreia). Talvez valha a pena lembrar que foi esta equipa que deixou de fora a histórica Holanda na fase de apuramento. E a eliminação da Inglaterra só surpreende quem não viu o jogo.
No meu caso pessoal gosto sempre de equipas com tipos lavados. De cara, cabelo e aspecto por “trabalhar”. Não é nada contra os criativos dos penteados e das tatoos. Mas marca por marca, prefiro as que ficam pela surpresa, pelo jogo jogado e pelos seus adeptos (não deve haver selecção com tantas crianças nas bancadas).

#Saladejogos

domingo, 19 de junho de 2016

Aplauso. Sim, aplauso.

1. Adoro Portugal;
2. Jogámos com o 11 certo. Não era o que teria escolhido, mas dou o braço a torcer;
3. Merecíamos. Merecíamos mesmo. Nem sempre merecemos. Mas hoje merecíamos;
4. Não deve haver adeptos mais insanos que os portugueses. Incoerentes. Maldizentes. Indecifráveis. Maravilhosos na glória. Soberbos na contrariedade;
5. Gostei de todos. Do Cristiano Ronaldo, claro (seria desonesto não o sublinhar). Mas do meio campo gostei de todos. Digam mal. Por prazer, por clubite, por desprezo. Mas não terão razão;
6. Acho que já tinha dito, mas repito. Adoro Portugal.

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Cristiano Ronaldo …

Eu compreendo mal (é uma dificuldade minha, seguramente) o desejo de alguns, à primeira oportunidade, desancarem no Cristiano Ronaldo.
De um modo geral todos nós (aqui não distingo os que gostam e os que não simpatizam com o Cristiano), nem nos damos conta da expectativa que lhe reservamos. Já o disse uma vez – «a exigência que lhe impomos vai ao ponto de que quando não marca achamos que ficou aquém e quando marca achamos que cumpriu. Já só abrimos a boca de espanto quando faz um hat-trick (que faz muitas vezes). É assim há mais de uma década. Não me lembro de nenhum jogador a quem exigíssemos tanto. De quem esperássemos tanto.»
E a verdade é que também não me lembro de um jogador que correspondesse tanto.

A propósito do jogo de ontem, e a propósito de jogos como os de ontem (em europeus ou mundiais), lá vem a lenga-lenga de que nunca aparece nestes momentos.
Eu lamento ter de discordar. Lamento mesmo, porque custa-me aceitar tamanha falta de memória. Se me restringir às duas últimas grandes competições – no Brasil há dois anos, e agora em França – se há jogador que correspondeu e a quem devemos a nossa presença é o Cristiano Ronaldo. De repente ninguém se lembra do hat-trick que marcou na Irlanda do Norte, garantindo o único resultado que nos mantinha na qualificação, ou o golo no último minuto na Dinamarca, que nos deu os primeiros 3 pontos depois de uma humilhante derrota em casa com a Albânia. E em ambas as ocasiões não foi um acaso. Quem mais faria aqueles 3 golos na Irlanda do Norte? Quem teria a capacidade de elevação para cabecear aquela bola na Dinamarca? E a esses juntou mais golos. Em jogos a doer, quando tanto precisávamos (ide pesquisar…).

E, já que falam em fases finais, eu lembro-me há 4 anos de quem marcou os golos contra a Holanda que nos garantiram o primeiro lugar na fase de grupos do europeu, e ainda estou a ver aquele golaço de cabeça contra a República Checa que nos conduziu à meia-final. Ou em 2004 (o homem anda nisto há 12 anos, inacreditável!) lá festejámos o golo na meia-final contra a Holanda em Alvalade. Memória. Tudo memória. Mais recente ou mais remota.

Ao Cristiano Ronaldo eu consinto mais do que a qualquer outro jogador, é verdade. Porque já demonstrou que mesmo no mais apagado dos jogos, aparece a marcar ou a dar a marcar.
Ontem, honestamente, nem achei que estivesse muito apagado ou escondido do jogo. Não está na sua melhor forma, como é evidente. Mas vi-o a rematar. Vi-o a ir buscar a bola ao meio-campo. Vi-o a defender e a cortar as bolas nos cantos adversários. E tenho presente aquele centro bem arrancado e medido que só não deu golo do Nani porque a bola esbarrou num misto de sorte e inspiração do guarda-redes islandês.

Há vários anos que lhe anunciam o fim. Que lhe pressagiam e desejam o fim. É provocado e mal tratado em tudo o que é comentadeiros nacionais e internacionais. E invariavelmente, o nosso Cristiano responde dentro de campo (sem que aqueles se retractem num gesto mínimo de pudor).

Eu ao Cristiano só reservo uma palavra. A única justa e ajustada pelo que nos deu e nos continua a dar. Obrigado.

#Saladejogos

terça-feira, 14 de junho de 2016

Gelo islandês

1. Devíamos ter ganho, podíamos ter ganho e não termos ganho é mau, por muito que se possa dizer que não perdemos;
2. Dispensava bem passar por isto, mas ao menos que seja útil refrear o excesso de confiança;
3. Gosto muito do Moutinho, mas eu gostar não é critério. Faltou-lhe dinâmica e velocidade. Tal como ao João Mário. E o Vieirinha não falhou apenas a marcação - entre acertar no homem ou meter a bola na área, escolhia sempre a primeira opção;
4. Fernando Santos mexeu tarde, caraças;
5. Áustria e Hungria? Vamos mas é ganhar c#%*+#!!!

#Saladejogos

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Viva Portugal!

1. A cada grande fase final de um mundial ou europeu constato sempre que gosto muito mais da selecção e da atmosfera especial que se gera à sua volta do que imaginava. É sempre assim.
2. Há depois uma experiência pessoal que me comove. Sinto-me irmanado com grandes amigos a quem reconheço a mesma paixão, entrega e forma de sentir o futebol, mas que para lá da selecção militam noutras «paragens» que nos distanciam. A reconciliação – e mais que a reconciliação, a verdadeira comunhão – que a selecção nos proporciona dá-me um prazer quase físico. Ontem, no estádio, lá andava abraçado (em genuína sintonia) com velhos amigos com quem nunca posso partilhar a bancada.
3. Não há nada de parolo ou de infantil nesta adesão que o futebol e a selecção nos suscitam. Eu vivo também de símbolos que justificam o meu patriotismo. De momentos que me «ensinam» o hino que quase nunca entoo. E seria ridículo – isso sim – menosprezar este ímpeto tão saudável só porque que é «futebol» e não tem a solenidade dos palácios (que em boa verdade, dispenso).
4. Gosto de Portugal. Apeteceu-me dizer isto. Desculpem lá.
#Saladejogos

terça-feira, 7 de junho de 2016

Selecção

Não padeço de qualquer crise de entusiasmo relativamente à nossa selecção. Aliás, nunca lhe neguei a minha adesão total, sempre nela projectei as maiores ilusões e, invariavelmente, alimento aquele formigueirozinho infantil antes das grandes competições.
Sinto que me faz bem esta entrega. Sinto que nos faz bem enquanto povo. Especialmente porque poucos fenómenos nos unem com a mesma eficácia, com a mesma transversalidade social, económica, cultural, política, geracional.
Compreendo mal o alheamento de alguns (não serão assim tantos, mas são de todas as cores) que de tão «dedicados» ao seu clube não conseguem sentir a selecção e até projectam nela um empecilho àquele amor maior que lhes preenche a época ao longo do ano.
Eu recuso-me a fazer comparações. E não alcanço essa contradição. Vejo-a sempre como tributária de um coração mal resolvido. É como me perguntarem de qual filho gosto mais (por um estar menos presente que o outro).
Adorava festejar com a selecção o título europeu (como já festejei com o meu clube)!

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Sempre

Já várias vezes disse que não sou adepto da festa. Gosto da glória que justifica a festa. E não me ensaio para a festa. Mas não foi nem é na festa que me revelo, que me revejo ou que me vingo.
Gosto demais do Porto para medir a minha adesão pela glória concreta e circunstancial. Arrisco até dizer que, como em tudo na vida, é nos momentos mais difíceis que me afeiçoo mais, que me confirmo. Do Porto sou, ao Porto me entrego, com o Porto me confundo. E é por ver assim, por sentir assim, por ser assim, que me ligo ao Porto para lá dos protagonistas que transitoriamente «estão» no clube. Há mais ou menos tempo, com maior ou menor drama.
Hoje mais ainda que ontem. Porto sempre!

#Saladejogos

Não. Não aconteceu taça.

1. Parabéns ao Braga.
2. Quando vejo os golos que sofremos apetece-me chorar. Literalmente.
3. Já não sei quantas vezes, ao longo desta época, clamei pelo André Silva. Era demasiado óbvio. Tem tudo. Mesmo tudo. É portista a sério. Fez o percurso todo no Porto. É português. É trabalhador (já o sigo há mais de 2 anos). É fisicamente forte. É ponta de lança. Tem faro de golo. Marca golos. Muitos. E ainda não vimos nada.
4. O Fernando Santos podia ter seleccionado o André Silva (e foi, juntamente com o Ricardo Pereira, o meu lamento da convocatória). Mas não vale a pena apontar o dedo ao seleccionador nacional. Fomos nós, no Porto, que não quisemos apostar nele ao longo da época. Contra todas as evidências e conveniências.
5. Custa-me dizer isto. Mas não merecíamos esta taça. Nem a direcção. Nem a equipa técnica. Nem os jogadores. Nem nós, adeptos. Por esta ordem.

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