sábado, 20 de fevereiro de 2016

Organizem-se!

Reestruturação da dívida?
Claro. Não. Talvez. Virar a página. Gradualismo. Sim. Não. Talvez.

*Imagem real



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Moção das cinco pedrinhas

Cinco ou seis pedrinhas. Tinha sempre de procurar cinco ou seis pequenas pedras. Por regra, à quinta ou sexta vez que acertava na janela da sala de estar do 1. Esquerdo era presenteado por aquele sorriso meigo e agradecido que já justificava a minha visita. A campainha era como se não funcionasse. Era já uma convenção (não sei se por segurança se por já nem captar o som da campainha que soava na outra ponta da casa).

Naquela salinha, com os pés pousados numa escalfeta e a ler as inocentes anedotas do Clarim, vivi dos melhores lanches (com o melhor leite e as melhores torradas) da minha vida. E sobretudo - muito sobretudo - com a melhor companhia. Arrependo-me de não ter repetido o programa o dobro das vezes (lição que levo para a vida e a que os meus filhos não escaparão).

Quando me procuro situar, quando me quero orientar, quando persigo o registo certo, é naqueles encontros que me inspiro.
Só hoje vejo tão perfeitamente como estava lá tudo. A entrega amorosa, a bondade, as certezas, as raízes, o surpreendente e disfarçado arrojo, as necessárias incoerências, a aceitação quase não assumida (mas praticada) dos desvios alheios, e o maravilhoso sentido de humor (qual líquido que tudo une).

Afinal, nestes tempos de programas, manifestos e moções, estava aqui a verdadeira moção. Das cinco ou seis pedrinhas brotava toda aquela sabedoria. Tão simples.

#Escritorio
#Jardim

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Intervenção

Às vezes venho, outras vejo. Quando venho, vim. Quando vejo, vi. E depois dizem de mim - Ele veio! Ele viu!

Há vezes, porém, em que intervenho, outras em que entrevejo. Quando intervenho, intervim. Quando entrevejo, entrevi. E depois dizem de mim - Ele interveio! Ele entreviu!

Ainda ontem o ministro da economia nos garantia que o governo interviu. Confesso que entrevi a necessidade de uma intervenção. Talvez no português...

#Biblioteca; #Saladeestar

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Filhos da Ponte

A TAP e a opção que a sua administração vem tomando há já muito tempo relativamente ao Porto e ao Norte do país (e que numa empresa privada pode ser muito criticável, mas é legítima) roça já o insulto.
Para quem acompanha este debate há mais de 10 anos sabe bem que a discussão sobre as rotas serem ou não serem rentáveis, haver ou não haver procura no tão falado «hinterland» do aeroporto do Porto, foi sempre uma sonsa arma de arremesso da TAP.
Praticamente todas as rotas que a TAP suprimiu ou não criou foram sendo preenchidas por outras companhias com – pasme-se! – enorme sucesso. Luanda é um caso escandaloso. A TAP, pura e simplesmente não mais quis investir no Porto. Deixou de querer ter aviões, equipas e equipamentos sedeados no Porto, para concentrar os seus investimentos no aeroporto de Lisboa. E o mesmo aconteceu (ainda mais) relativamente a Faro e às Ilhas. Agora, pelos vistos, a estratégia passou do desinvestimento à concorrência directa e ao boicote.
Sonsamente, acenam-nos com uma Ponte Aérea que já nem sequer inclui um voo nocturno compatível com os horários do médio curso.


Imagino como nos tratarão no conselho de administração da TAP. Filhos da Ponte. Deve ser gralha …

#Saladeestar