terça-feira, 22 de março de 2016

De hoje

1. Há uma candura – quase cobardia – no modo como condenamos estes atentados;
2. O extremismo islâmico que, invariavelmente, tem motivado estes crimes horrendos, não encontra paralelo (a uma escala aproximada) em qualquer outra religião;
3. Mais que o problema religioso com o Islão, temos o problema em afirmar a existência do problema religioso com o Islão;
4. O nosso «way of life» (a liberdade de que nos orgulhamos de praticar) não vai nem pode ir ao ponto de condenar ou de proibir o Islão;
5. Mas é justamente por causa da nossa liberdade que, entre nós, o Islão tem de ser controlado, contido, seguido;
6. Não gozarmos todos das mesmas presunções faz parte da vida. É assim com as pessoas. É assim com os grupos. Tem de ser assim com as religiões.

#Jardim

Imparcialidade e justiça

Poupo-vos aos desenhos geniais e às habilidades reveladas nas ofertas com que hoje fui brindado. Posso garantir-vos duas coisas.
A primeira é que, segundo mais do que uma opinião, sou o melhor pai do mundo.
A segunda é que tenho artistas incríveis em casa.
Com toda a imparcialidade, tinha que o dizer. Por uma questão de justiça.

#Saladeestar

quarta-feira, 16 de março de 2016

Lula

Esta história do Lula inspira imensos trocadilhos e acaba por nos desviar do nojo que nos devia causar.

Qualquer democracia, qualquer Estado de Direito, qualquer sociedade civilizada, não consegue resistir a tão despudorada e eloquente instrumentalização das regras.
Tal como um bom exemplo ou um testemunho marcante tem uma força tremenda, também o mau exemplo ou péssimo testemunho causa enorme dano.

Ter um ex-chefe de Estado – que persiste como referência para milhões de concidadãos – a jogar com as regras, a abusar de prerrogativas e a gozar com o sistema judicial do Estado que chefiou, não é só uma «confissão» de culpa (como hoje li com graça e acerto). É a verdadeira falência do Estado e das suas mais altas instituições.
O ex-presidente e agora ministro até pode ser inocente dos crimes de corrupção de que o acusam (já nem quero saber). Deste crime de lesa Estado é definitiva e tristemente culpado.

Nojo foi o termo que usei lá em cima? Talvez seja mais ilustrativo dizer «escarro». Ou «lula», como dizíamos entre nós na escola.


#Escritorio

segunda-feira, 14 de março de 2016

Nicolau Breyner

Sempre desdenhei dos actores portugueses. Sempre padeci daquele provincianismo de que os estrangeiros eram muito melhores na arte de representar e por isso fui resistindo ao aportuguesamento progressivo que essa arte (felizmente) foi conhecendo.
Se fui injusto no meu provincianismo com tantos e tantos bons actores (reconheço-o e penitencio-me), sempre excepcionei o enorme Nicolau Breyner.
Não conheço actor português – ou melhor, artista – mais versátil, completo e notável.
Podia ser galã ou vilão. No teatro ou no cinema. Na revista ou na telenovela. Podia ser em registo de humor ou de drama. A cantar ou a declamar. Ao vivo ou em estúdio. Podia ser a sorrir ou a chorar. Em monólogo ou a contracenar. A preto e branco ou a cores.
Nicolau Breyner era simplesmente notável. Sempre notável. O que é notável!
Paz à sua alma.

#Jardim

domingo, 13 de março de 2016

Assunção Cristas



Os partidos políticos justificam a sua existência – e a militância de quem adere – por serem instrumentos de conformação e de transformação do país.
A maior ou menor adesão que suscitam depende da capacidade que tiverem de representar a mundividência, as preocupações e as aspirações dos eleitores.
Se é verdade que os partidos hão-de representar uma proposta de conformação, não é menos verdade que lhes cabe um esforço de abertura e abrangência que, sem descaracterização, garanta eficácia a essa proposta.

Tenho imensa esperança no CDS da Assunção Cristas. Essa esperança é tanto maior quanto nela projecto a «representação» de que Portugal precisa.

A Assunção é líder do CDS – e por via do CDS, apresenta-se ao país – com espontaneidade e cheia de vontade (e bem sabemos que não há vagas de fundo que suplantem genuinamente a falta de vontade).
A Assunção é mulher, é mãe de família, tem experiência de governo, tem experiência de administração pública, tem carreira académica, tem presença parlamentar, é advogada e tem obra publicada. O mundo da Assunção é, ele próprio, uma proposta mobilizadora.
É por isso que nela é tão natural a enorme empatia no contacto com as pessoas. Com todas as pessoas, das mais simples às mais sofisticadas.

A «liderança irreverente» que a Assunção Cristas nos propõe é uma oportunidade para o CDS. Mas é sobretudo uma oportunidade para o país.


#Escritório

quarta-feira, 9 de março de 2016

Uma questão de cultura. E educação.


Hoje, no preciso momento em que tomava posse na Assembleia da República o novo Presidente da República, foi bonito constatar a naturalidade com que todos os presentes na sala se ergueram para aplaudir. É assim em democracia. É assim entre pessoas com respeito pelas instituições. É assim entre pessoas educadas.
Claro que onde abunda a cultura de intolerância normalmente falta a cultura democrática. Duas faces da mesma moeda. E por isso não foram bem todos os que aplaudiram o simples acto de posse do novo Presidente da República eleito livremente pelos portugueses.

Já estamos habituados à elevação do BE e do PCP. É uma pena.

#Escritorio

terça-feira, 8 de março de 2016

Da noite para o dia

Às terças no La movida. Às quartas no River Café. Às quintas no Mau Mau. Às sextas no Estado Novo. Elas com bar aberto. Nós com direito a 2 bebidas a troco de 2 contos. A noite da mulher era bem giro.
Ao dia da mulher nunca fui. Onde é?

#Saladeestar