sábado, 9 de julho de 2016

Vai acontecer

1. Desde a primeira hora. Estou com eles desde a primeira hora. É a minha selecção, é o meu país e não consigo deixar de me entregar completamente;
2. Gosto desta selecção. Chego a gostar até dos olhos exigentes e injustos que lhe dirigem. Dizem que não são nada de especial, que não têm "modelo de jogo" (reservo para os catedráticos a tradução), que não jogamos bonito. Pois. Estão só na final.
3. Não temos 11, disseram muitas vezes. Têm toda a razão. Temos 23. E isso nota-se. Mesmo.
4. Temos quem faça o que mais ninguém no mundo faz. De cabeça ou de calcanhar. Em corrida ou no ar. Parece fácil, mas ninguém mais consegue. A braçadeira nunca assentou tão bem a Cristiano Ronaldo.
5. Revejo-me na postura do Fernando Santos. Confiante sem ser deslumbrado. Maduro sem ser instalado. E bom homem sem ser piegas.
6. Nunca tivemos uma estrutura tão profissional, tão competente, tão completa. Podia nomear vários. Do roupeiro ao financeiro. Do director ao presidente Fernando Gomes. Há pormenores nesta campanha que as pessoas nem sonham. Mas fazem toda a diferença.
7. Quanto mais ouço os outros a falar de nós - a desdenhar, a menosprezar e a ridicularizar a nossa prestação - mais acredito.
8. Vamos ganhar. Leiam bem. Vamos trazer o caneco. Portugal vai ser campeão europeu.

#Saladejogos

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Já está!

1. Ai não ganham jogo nenhum ...
2. FINAL! FINAL! FINAL!
3. Mais um do Cristiano. O tal que nunca marca golos em jogos decisivos ...
4. Paris, espera por mim.
5. PORTUGAL !!!!!!!!


#Saladejogos

terça-feira, 5 de julho de 2016

Com tudo!


Em 90. Em 120. Ou se necessário mais.
O tempo pouco interessa. É o resultado que nos interessa.
Queremos muito tê-la nas mãos. E podemos. Claro que podemos.
De fato macaco ou de gala. Queremos muito.
Tenham-nos convosco. Sintam-nos convosco. E sejam felizes connosco!
Para cima deles. Com tudo!

#Saladejogos

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Camilo de Oliveira

Conhecias o Camilo de Oliveira? Então não! Muitas horas nos acompanhou ele no serão lá em casa. Não chegámos a cruzar-nos pessoalmente (mero pormenor), mas eu conhecia-o de há muitos anos. E já os meus pais. E os meus avós. Todos o conhecemos.
Não sei se era de esquerda ou de direita (ou por outra, nem quero saber). Sei que era daqueles que faziam parte da nossa cultura popular – televisiva, de revista e de teatro – que nos caracteriza tão autenticamente enquanto povo. No humor simples, fácil e mesmo desarmante. No desembaraço ou improviso. Na autocrítica sem freio. Nem sempre com o mesmo fulgor e sucesso.
Mais do que gostar de Camilo de Oliveira era pelo que simbolizava que eu sobretudo gostava dele. O artista português que ainda nos ligava. Ao tempo dos meus avós. Ao tempo dos meus pais. Ao meu tempo.
Com total despudor (talvez até com algum desassombro e orgulho) digo que sinto falta de mais cultura popular. Atrevo-me a dizer que o espaço que lhe pertencia piorou francamente (seja ele preenchido com os eruditos debates à volta do Brexit, das sanções a Portugal ou da crise financeira, seja pelos malogrados programas de deboche em directo inaugurado pelo Big Brother).

#Saladeestar

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Eu queria dizer que não

1. Gostava de não ter de me preocupar e de poder dizer «eles que falem, que sejam deselegantes, que sejam inábeis politicamente, que sejam pouco razoáveis e insensatos e que rocem a afronta». Ou se preferirem, eu gostava de os mandar àquela parte.
2. Do que eu gostava mesmo era de não depender deles. De não estar neste estado de necessidade. Gostava sinceramente de ver o dia em que já não dependeremos deles. Ou se preferirem, o dia em que os poderemos mandar àquela parte.
3. Eu não percebo nada mas olho para os dados e são quase todos preocupantes. As perspectivas de crescimento, a execução orçamental (disfarçada com atrasos nos pagamentos), o desemprego, o investimento, o curso do saldo da balança comercial, a evolução das exportações. No que realmente interessa, não vejo o dia em que os vou poder mandar àquela parte.
4. Eu não percebo nada. Já o disse. Mas vejo-me no meio de um intragável e explosivo caldo. Inabilidade política aos molhos, excesso de reserva mental (não gosto de dizer mentira que para deselegantes já chegam os outros), uns pozinhos de instintos imperialistas e imensa incompetência (é esta última que estraga especialmente o caldo, tal é o exagero!). Em boa verdade, apetece-me mandá-los a todos àquela parte.
5. Pusemo-nos a jeito para ouvir bocas foleiras dos Shaubles e Klaus Reglings desta vida? Como se canta por aí, eu queria dizer que não mas não consigo.

#Escritório

Tão bom!

1. Ai não ganham, estão sempre a empatar, não jogam nada. Fiquem com a bicicleta que eu quero lá saber. PASSÁMOS!!!!!
2. Pepe é o puro lusitano. Puro é pouco. Puríssimo. Que exibição. Que exibições.
3. Meias-finais meus amigos. Com sofrimento. Com alguma felicidade. Mas também com qualidade. E, honestamente, hoje senti que quisemos um bocadinho mais que os polacos.
4. É tão bom ganhar. Que maravilha. Fico logo exacerbado - rio, abraço, brindo, berro. É tão bom.
5. PORTUGAL!!!!

#Saladejogos

terça-feira, 28 de junho de 2016

Equipas que marcam

Claro que tem piada a ironia da saída de Inglaterra à primeira oportunidade pós referendo (imagino as orelhas a arder do Boris ou do Farage).
O que sei é que a Islândia é muito mais consistente do que diziam os oráculos agoirentos de serviço (quantos não desdenharam com um “porra, era a Islândia!” logo após o nosso jogo de estreia). Talvez valha a pena lembrar que foi esta equipa que deixou de fora a histórica Holanda na fase de apuramento. E a eliminação da Inglaterra só surpreende quem não viu o jogo.
No meu caso pessoal gosto sempre de equipas com tipos lavados. De cara, cabelo e aspecto por “trabalhar”. Não é nada contra os criativos dos penteados e das tatoos. Mas marca por marca, prefiro as que ficam pela surpresa, pelo jogo jogado e pelos seus adeptos (não deve haver selecção com tantas crianças nas bancadas).

#Saladejogos