terça-feira, 22 de novembro de 2016

Copenhaga

1. Houve vontade. Aos jogadores não se pode apontar falta de vontade.
2. Fomos superiores, como vimos sendo em quase todos os jogos. Mas não é essa a medida que interessa. Falhamos golos que têm de ser golo e não temos objectividade na área!
3. O banco de hoje é inexplicável. A última substituição é quase um insulto.
4. Que grande dupla de centrais. Não me custa nada admitir. Não inventa, sempre concentrada e com entrega que me orgulha.
5. Devíamos ter ganho. Estou farto de terminar assim. Quero ganhar c@#%?o (caramba)!

#saladejogos

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Fora

1. Estou fora e não vi.
2. Mas já vi o suficiente.
3. Desde os senhores de preto, aos senhores da tribuna (que acumulam loas e votos em assembleias gerais de desconversa), acabando no senhor do banco, já estou farto. Farto de ser gozado, enganado e desrespeitado.
4. Estou fora e não vi. Estamos fora da taça e não vi. Eu sei quem queria ver fora. Mas também não vi. Ainda.

#Saladejogos

Amoris Laetitia

Sempre que leio uma exortação apostólica, uma encíclica ou qualquer outra reflexão do Papa (do actual, como dos seus predecessores) experimento o sobressalto da consciência e do entusiasmo (ou da esperança). Claro que me assiste o interesse ou a devoção filial, mas não creio que a ela se deva totalmente aquele sobressalto. Procuro mesmo colocar-me na pele e na consciência do distante. De quem não comunga da devoção e do interesse. E, invariavelmente, descortino o chamamento aos homens livres e de boa vontade. Seja à paz, seja ao amor (talvez a mais humana e inata das vocações), seja ao respeito pelo ambiente (para dar um exemplo recente).

Todavia, nunca como na recente exortação apostólica "Amoris Laetitia" (Alegria do Amor) foi tão verdadeira a vocação universal da mensagem do Papa.

Não é preciso ter fé, não é preciso estar próximo da mundividência cristã, não é sequer preciso gostar do Papa e da Igreja. Para qualquer mulher e homem de boa vontade, a reflexão que nos é oferecida "sobre" o Hino à Caridade de São Paulo (Capítulo IV da Exortação Apostólica) é uma generosa e doce receita para a felicidade. Não está lá nenhum segredo. Não está lá sequer nada de novo. Mas está lá tudo. E é um desperdício não aproveitar.

Desculpem o pequeno desvio aos assuntos ligeiros do dia a dia, mas eu tinha que dizer isto.


#Jardim

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Eu também acho não sei quê

Eu também tenho uma teoria sobre a vitória de Trump, a derrota da Hillary, os populismos, os sistemas eleitorais, a relação entre maiorias e representatividade. E sobre o caso do Bruno de Carvalho com o presidente do Arouca. E sobre a lua grande. Talvez esta última seja mais discutível.
Mas não. Não passa por chamar ignorantes e estúpidos a tudo o que mexe. Não tenho jeito (quer dizer, jeito tenho, mas sou dominado pela vergonha) para exercícios de superioridade moral. E ao que leio por aí ainda me arrisco a levar uma bisga.

Fica para quando estiver tudo mais calmo. Ou não, que não se perde nada (já sei, escusam de me advertir).

#Saladeestar

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

À conversa com Leonard Cohen

Volta e meia vejo-me obrigado a contemporizar essa do «gostos não se discutem». Há estrelas que não estão sujeitas a semelhante boutade. Não aquelas que nos são impostas e a que aderimos por obediência quase bovina. Falo antes das estrelas mesmo. De um Cohen, hoje, como de um Bowie, ontem.

E então para quem gosta de músicas, para quem gosta de melodias, de letras, de histórias. Para quem gosta de vozes graves, de conversas, de álbuns inteiros. Leonard Cohen está quase isolado. Ouvi-lo dava-me a sensação de estar numa conversa – sim, ele interpretava como quem conversava ou contava uma história. E por isso às vezes não perdia muito tempo com essa coisa da melodia que ele próprio criara (encarregava até uns quantos back vocals para que não se perdesse essa parte da criação).
Com Leonard Cohen o brilho era completo. A qualidade, de tão genuína, tão massiva, tão sufocante, envolvia-nos e não consentia essa ousadia do «gostos não se discutem» (como quem diz, discutam para aí, que não há como beliscar o génio).


Ao olhar para as minhas estantes carregadas de criações banais, apeteceu-me pôr lá uma caixa. Na lombada escreveria «À conversa com Leonard Cohen». Para quê? Para disfarçar a vergonha de a ter vazia. Para a preencher urgentemente. E para poder recuperar essas conversas com o génio.

#Jardim

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A democracia e o voto

Nesta manhã em que a pulsão democrática está em crise (ela é mais posta à prova quando os resultados traem o desejo e a expectativa) não retiro uma vírgula ao que escrevi no dia a seguir ao referendo do Brexit:
«O voto é esclarecido
Não tenho nem ilusões nem presunções. E não faço exigências.
O voto é o que cada um quiser fazer dele. Na mais absoluta liberdade. Se essa liberdade é baseada na leitura aturada dos programas ou numa ponderação profunda sobre as alternativas, tanto melhor. Mas vale o mesmo se for fruto de uma precipitação, de um engano ou até de uma garotice.
E esta constatação tanto vale para um lado como para o outro. Serve para quando gosto e para quando não gosto do resultado.
Achar que os eleitores não sabem o que fazem é presunçoso, incoerente e até pouco democrático. Presunçoso porque tem na génese a ideia de que «eu é que sei». É incoerente porque já não interessa quando os resultados são os que eu gosto. É pouco democrático porque vai colher à ideia de que isto estaria bem era nas mãos de uns iluminados (que o povo é ignorante e não é capaz de decidir bem).
O argumento das promessas demagógicas e vãs é fraco e não vale – se não fosse fraco e não valesse, então valeria sempre (porque não há acto eleitoral que não se ornamente de promessas demagógicas e vãs).
Eu por mim respeito sempre os resultados de qualquer votação. Com humildade e com espírito democrático.
(…)»
Por ora é o que se me ocorre dizer - outra vez - sobre os resultados (para lá da esperança de que a realidade seja melhor que o «verbo»).

#Escritório

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

I'm out

Não vou à Web Summit.
Não tenho uma Startup.
Nem app. Nem sou CEO. Nem CFO. Nem Entrepeneur.
Falta-me um Business Plan para fazer um Road Show, atrair Business Angels ou Investment Funds, que depois de uma Due Dilligence, me proporão uma Joint Venture ou M&A.
Talvez um Outsourcing para estudar um Management Buyout ou mesmo um IPO. Default é que não.
Um Empowerment é urgente.

Vou mas é beber uma mini. Sorry.

#Saladeestar