segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

E que passem dez iguais

A minha convicção de que a luta pela causa da vida justifica o meu compromisso e testemunho, não esmoreceu.
Podem ter sido dez anos de aborto livre. Podem ter sido dez anos de quase silêncio. Podem fazer-se balanços com dados mais ou menos objectivos, mais ou menos animadores.
Quanto a mim continuo a achar que não há aborto bom e aborto mau. Se o aborto clandestino é mau – sempre o denunciei – o aborto nos hospitais não é bom (nunca pode ser!).
As reincidências – nuns impressionantes 30% – estão a diminuir? Ainda bem.
Não há notícia de mulheres vítimas de aborto? Ainda bem.
Não tem aumentado o número de abortos? Ainda bem.
O problema é que a vida de cada um daqueles bebés – e são muitos – não se mede em números ou estatísticas. São vidas inocentes. Que mancham qualquer estatística.
E nestes dez anos? A quantas mulheres grávidas foi prestado auxílio? A quantas crianças e famílias em dificuldades foi dada uma mão? Qual o investimento do Estado e da sociedade no apoio à maternidade?
Era nessa «estatística» que valia a pena investir!
Porque a vida vale sempre a pena!
Passaram dez anos?
E que passem dez iguais.
Porque cada dia

Eu te quero mais.

#Escritório
#Jardim

E porque me apetece


#Salaodevisitas

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

É o destino

Obviamente que não nos devemos deslumbrar com os directórios internacionais e com os prémios atribuídos em função de votações pela internet.
Mas obviamente – também! – que não os devemos desprezar. E quando esses prémios decorrem de votos que não são nossos há uma qualquer mensagem que devemos captar.
Sim. Estou a dizer que não ligo muito aos nossos próprios votos (por muito que ache inteligente que os promovamos). E sim. Estou a querer dizer que me impressiona que em 85 países por esse mundo fora o Porto tenha atraído mais cliques que tantas e tão deslumbrantes cidades desta nossa velha Europa.
Pode não valer muito, mas vale qualquer coisa.
Eu sempre soube do Porto. E sempre soube que algum dia ia ser descoberto. E é bom? É. Mas sabem mesmo o que é? É o destino.

#Salaodevisitas

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Espuma (ainda o efeito mudanças)

Nunca gostei. Nem da opção gel nem de cheiros fortes (que me perseguem, depois, o dia todo). Já não sei quantas embalagens acumulo.
Entre as vezes em que me distraio e as vezes em que se enganam por mim (é sempre má conselheira a encomenda a terceiros de produtos tão pessoais), devo ter uma mão cheia no armário de casa.
Nunca fui a uma festa da espuma, mas se um dia aparecer uma de gel, acho que passo por lá para dar vazão ao carregamento que tenho em casa.

Que na barba não gasto de certeza.

#Saladeestar

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Mudanças

- Do corpo ou da carteira?
- Dos dois. Saiu dos dois. Mais do primeiro do que da segunda, num equilíbrio sempre difícil. Até porque ambos são limitados!
- Olha, mas até correu bem?
- Sim. Crianças mais ou menos à distância. E uma chuvinha amiga para patinar a entrada da casa nova …
- Isso da chuva, por acaso, foi azar.
- É. Isso e as louças. Fazes ideia o que pesam as louças? A quantidade que se acumula de louças? O tempo que demora a arrumar as louças? A chuva é o menos…
- E os copos?
- Não me fales dos copos. Nem das roupas. Nem dos sapatos.
- E os livros?
- Cala-te.

#Saladeestar

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Os muros

Não gosto de muros. Não consigo apoiar muros.
Mas eles já aí estão há anos. Nos mesmos sítios. Pelas mesmas razões. Sem choro nem ranger de dentes.
Pelas mãos de líderes incensados.
Ao menos que a aversão ao Trump sirva para denunciar os muros desta vida.
Mas não lhe dêem o gosto de dizer que foi ele que começou (ele até gostaria da medalha, mas não é verdade).


#Escritório

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Relação difícil

Temos uma relação difícil.
Quando apareceste não te liguei nenhuma. Sim, porque eu só queria mesmo ligar. Resisti uns tempos até termos a nossa primeira experiência. Podia não ter sido assim, mas gostei logo. E tanto gostei que rapidamente me conquistaste.
Gostava daquele jogo de toques sintonizados e sensíveis. Chegava a sorrir quando me lançavas a sugestão que eu procurava (tinha a sensação que a reservavas para a última hipótese, num jogo de suspense e de gozo).
Os tempos passaram e tu própria também mudaste. Percebes o que quero mais cedo. Respondes ao mais pequeno e subtil toque. Dispensas bem a agressividade de outrora (que também já me cansava, confesso).
Mas não penses – tenho que te dizer isto – que está tudo bem.
Já me fizeste passar vergonhas. Resistes demasiadas vezes ao que te digo e corriges-me com propostas absurdas (não percebo essa teimosia de não aceitares o que me vai na alma).
Imagino que qualquer analfabeto morra de amores por ti e se entregue à tua tirania.
Imagino que sirvas de bode expiatório para muitos que não se assumem nos seus próprios erros.
Eu prefiro arcar com os meus. Escusas de te meter. Escusas de me corrigir.
Se é apara ajudares, tudo bem. Mas a continuarem as coisas assim acaba já aqui a nossa relação.
É que é cada uma? Ontem, por exemplo, era «Bjork» em vez de «Bj»…
Ando tentado a desactivar a «escrita inteligente» do telemóvel.

#Saladeestar