14 de Fevereiro de 2015
Andava há meses a adiar. «Quando vamos os dois», perguntava-me frequentemente.
E eu dizia-lhe sempre que havíamos de ir, que tínhamos de ir, que ia ser mesmo bom.
A cada interpelação – quando vamos os dois? – eu apimentava-lhe a vontade com histórias de conquistas gloriosas, com memórias incríveis e relatos de façanhas quase impossíveis.
«Temos de ir, temos de ir», respondia-lhe sempre a terminar. Vou combinar.
Tinha que ser num sábado, sem pressão, só nós os dois e mais ninguém a chatear. E havia de ser com todo o tempo do mundo. Para nos dedicarmos com o vagar e a devoção justa.
Chegou o dia. Até estava a chuviscar. Era o tempo a recomendar-nos especialmente o programa a dois. Aquele programa a dois.
Saímos de casa, despedimo-nos como quem vai para um mundo à parte, e lá fomos os dois. Só nós os dois, com todo o tempo do mundo.
Gostámos os dois de tudo! Dedicámo-nos os dois a tudo! E confirmámos que ali está o que gostamos mais que tudo!
A mim coube-me explicar mais, mas nem por isso os olhos me deixaram de brilhar. Sim. Brilhavam-nos os olhos. Ríamo-nos os dois pelas conquistas ali testemunhadas. Víamos e revíamos (vivíamos!) as tais histórias de conquistas gloriosas, as memórias incríveis e as façanhas quase impossíveis.
Cada um de nós os dois trouxe consigo o que quis. Do meu lado, comoveu-me perceber a nossa sintonia – a comunhão quase química de interesses. Queríamos ver as mesmas coisas. Queríamos estar mais tempo nos mesmos sítios.
Que bela tarde no Museu do F. C. Porto com o meu filho!
#Jardim
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
E que passem dez iguais
A minha convicção de que a luta pela causa da vida
justifica o meu compromisso e testemunho, não esmoreceu.
Podem ter sido dez anos de aborto livre. Podem
ter sido dez anos de quase silêncio. Podem fazer-se balanços com dados mais ou
menos objectivos, mais ou menos animadores.
Quanto a mim continuo a achar que não há aborto
bom e aborto mau. Se o aborto clandestino é mau – sempre o denunciei – o aborto
nos hospitais não é bom (nunca pode ser!).
As reincidências – nuns impressionantes 30% –
estão a diminuir? Ainda bem.
Não há notícia de mulheres vítimas de aborto?
Ainda bem.
Não tem aumentado o número de abortos? Ainda
bem.
O problema é que a vida de cada um daqueles bebés
– e são muitos – não se mede em números ou estatísticas. São vidas inocentes. Que
mancham qualquer estatística.
E nestes dez anos? A quantas mulheres grávidas
foi prestado auxílio? A quantas crianças e famílias em dificuldades foi dada
uma mão? Qual o investimento do Estado e da sociedade no apoio à maternidade?
Era nessa «estatística» que valia a pena
investir!
Porque a vida vale sempre a pena!
Passaram dez anos?
E que passem dez iguais.
Porque cada dia
Eu te quero mais.
#Escritório
#Jardim
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017
É o destino
Obviamente que não nos devemos deslumbrar com os directórios internacionais e com os prémios atribuídos em função de votações pela internet.
Mas obviamente – também! – que não os devemos desprezar. E quando esses prémios decorrem de votos que não são nossos há uma qualquer mensagem que devemos captar.
Sim. Estou a dizer que não ligo muito aos nossos próprios votos (por muito que ache inteligente que os promovamos). E sim. Estou a querer dizer que me impressiona que em 85 países por esse mundo fora o Porto tenha atraído mais cliques que tantas e tão deslumbrantes cidades desta nossa velha Europa.
Pode não valer muito, mas vale qualquer coisa.
Mas obviamente – também! – que não os devemos desprezar. E quando esses prémios decorrem de votos que não são nossos há uma qualquer mensagem que devemos captar.
Sim. Estou a dizer que não ligo muito aos nossos próprios votos (por muito que ache inteligente que os promovamos). E sim. Estou a querer dizer que me impressiona que em 85 países por esse mundo fora o Porto tenha atraído mais cliques que tantas e tão deslumbrantes cidades desta nossa velha Europa.
Pode não valer muito, mas vale qualquer coisa.
Eu sempre soube do Porto. E sempre soube que algum dia ia ser descoberto. E é bom? É. Mas sabem mesmo o que é? É o destino.
#Salaodevisitas
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Espuma (ainda o efeito mudanças)
Nunca gostei. Nem da opção gel nem de cheiros
fortes (que me perseguem, depois, o dia todo). Já não sei quantas embalagens
acumulo.
Entre as vezes em que me distraio e as vezes em
que se enganam por mim (é sempre má conselheira a encomenda a terceiros de produtos
tão pessoais), devo ter uma mão cheia no armário de casa.
Nunca fui a uma festa da espuma, mas se um dia
aparecer uma de gel, acho que passo por lá para dar vazão ao carregamento que tenho
em casa.
Que na barba não gasto de certeza.
#Saladeestar
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Mudanças
- Do corpo ou da carteira?
- Dos dois. Saiu dos dois. Mais do primeiro do
que da segunda, num equilíbrio sempre difícil. Até porque ambos são limitados!
- Olha, mas até correu bem?
- Sim. Crianças mais ou menos à distância. E
uma chuvinha amiga para patinar a entrada da casa nova …
- Isso da chuva, por acaso, foi azar.
- É. Isso e as louças. Fazes ideia o que pesam
as louças? A quantidade que se acumula de louças? O tempo que demora a arrumar
as louças? A chuva é o menos…
- E os copos?
- Não me fales dos copos. Nem das roupas. Nem dos
sapatos.
- E os livros?
- Cala-te.#Saladeestar
quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
Os muros
Não gosto de muros. Não consigo apoiar muros.
Mas eles já aí estão há anos. Nos mesmos sítios. Pelas mesmas razões. Sem choro nem ranger de dentes.
Pelas mãos de líderes incensados.
Ao menos que a aversão ao Trump sirva para denunciar os muros desta vida.
Mas não lhe dêem o gosto de dizer que foi ele que começou (ele até gostaria da medalha, mas não é verdade).
#Escritório
Mas eles já aí estão há anos. Nos mesmos sítios. Pelas mesmas razões. Sem choro nem ranger de dentes.
Pelas mãos de líderes incensados.
Ao menos que a aversão ao Trump sirva para denunciar os muros desta vida.
Mas não lhe dêem o gosto de dizer que foi ele que começou (ele até gostaria da medalha, mas não é verdade).
#Escritório
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