1. Percebo as diferentes perspectivas. Cada um gere os jogos com as armas de que dispõe.
2. Acho deprimente ver uma equipa aos 5 minutos a perder tempo e a simular lesões. Aos 5, aos 15, aos 20. Mais ou menos à média de uma lesão de 5 em 5 minutos. Desde o início. A cada substituição, a cada dividida. Se os deixam...
3. Não. Não foi daqueles jogos em que não tivemos ideias e não quisemos. Não foi, claro, o jogo mais inspirado. Mas lutámos. E quando é assim para mim faz diferença.
4. Entre bolas no poste e no meco, sobrou a frustração. Mas não é este jogo - um jogo - que me abala a confiança.
5. Quero mas é o foco no próximo. Nem me interessa com quem é (ainda não olhei para o calendário).
#Saladejogos
segunda-feira, 20 de março de 2017
quinta-feira, 16 de março de 2017
Dúvidas do tempo que passa
1. Já
confirmaram junto de Capoulas Santos se estudou os dossiers do BANIF antes de
assinar a proposta de OE rectificativo no Conselho de Ministros de 21 de
Dezembro de 2015?
2. Que
tal os resultados nas eleições do ministro socialista das finanças holandês que
manda no ministro socialista das finanças português?
3. Entre
o Sporting e o Sócrates já estou perdido: qual dos dois perdeu mais recursos em
tribunal?
4. Quem
é a Teresa Leal Coelho?
#Saladeestar
quarta-feira, 15 de março de 2017
Vamos mas é ao que agora interessa
1. Não sou de vitórias morais. Perdemos. Não posso estar contente.
2. Batemo-nos com brio, com intensidade e sem medo. Não chega mas eu valorizo quando é assim.
3. Em dificuldades pouco sobrou. Mas apesar delas não nos encolhemos e batemo-nos 90 minutos como equipa organizada.
4. A simbiose entre as bancadas e o campo, entre a equipa e os adeptos, vai para lá deste jogo. Sente-se e ouve-se. Em qualquer estádio. Revejo-me nesta entrega.
5. Há uma certa fome que fica deste jogo. Parece-me um bom tónico para o que se segue. Já no domingo, que é o que agora interessa.
2. Batemo-nos com brio, com intensidade e sem medo. Não chega mas eu valorizo quando é assim.
3. Em dificuldades pouco sobrou. Mas apesar delas não nos encolhemos e batemo-nos 90 minutos como equipa organizada.
4. A simbiose entre as bancadas e o campo, entre a equipa e os adeptos, vai para lá deste jogo. Sente-se e ouve-se. Em qualquer estádio. Revejo-me nesta entrega.
5. Há uma certa fome que fica deste jogo. Parece-me um bom tónico para o que se segue. Já no domingo, que é o que agora interessa.
#Saladejogos
terça-feira, 14 de março de 2017
4 anos com Francisco
Devo aos Papas da minha vida – três até agora – muito do que quero ser e do que procuro fazer.
Ao fervor e desamparo de João Paulo II, seguiu-se a profundidade simples e desarmante de Bento XVI que, depois, num impulso de surpresa e humildade, cedeu o seu lugar ao maravilhoso Francisco.
Por militância, pela fé, pela comunhão espontânea, afeiçoo-me aos meus Papas. E mesmo a orfandade (quase desorientação) que experimentei, em 2005 e 2013, naqueles períodos que se seguiram à morte e renúncia dos Papas, sempre culminaram com a alegria do «fumo branco» na Capela Sistina.
No caso de Francisco impressiona-me – interpela-me, talvez seja o termo – a capacidade de apelar a todos. Aos «seus», naturalmente. Mas a todos os de «boa vontade», como gosta de dizer.
Não é um exercício fácil o que Francisco nos tem exibido. Também não é isento de dúvidas. E muito menos é cómodo. Mas é o seu e, por isso, é o nosso. E, estou certo, é seguramente aquele de que a Igreja precisa.
Como desde a primeira hora me pediu, rezo por ele todos os dias. Há já 4 anos!
#Jardim
Ao fervor e desamparo de João Paulo II, seguiu-se a profundidade simples e desarmante de Bento XVI que, depois, num impulso de surpresa e humildade, cedeu o seu lugar ao maravilhoso Francisco.
Por militância, pela fé, pela comunhão espontânea, afeiçoo-me aos meus Papas. E mesmo a orfandade (quase desorientação) que experimentei, em 2005 e 2013, naqueles períodos que se seguiram à morte e renúncia dos Papas, sempre culminaram com a alegria do «fumo branco» na Capela Sistina.
No caso de Francisco impressiona-me – interpela-me, talvez seja o termo – a capacidade de apelar a todos. Aos «seus», naturalmente. Mas a todos os de «boa vontade», como gosta de dizer.
Não é um exercício fácil o que Francisco nos tem exibido. Também não é isento de dúvidas. E muito menos é cómodo. Mas é o seu e, por isso, é o nosso. E, estou certo, é seguramente aquele de que a Igreja precisa.
Como desde a primeira hora me pediu, rezo por ele todos os dias. Há já 4 anos!
#Jardim
segunda-feira, 13 de março de 2017
Imaginem que estupidez
Imaginem um cidadão.
Imaginem que esse cidadão não é político nem
tem qualquer cargo que possa ser confundido com um cargo político.
Imaginem que esse cidadão é advogado (mas podia
ser economista ou engenheiro).
Imaginem que é um daqueles advogados deontologicamente
cumpridor (não vamos agora discutir o que quererá isso dizer).
Imaginem, depois, que é um advogado que se dedica
predominantemente a questões de fiscalidade ou, se preferirem, de impostos.
Imaginem, portanto, que esse advogado patrocina
pessoas singulares e empresas contra a Autoridade Tributária e Aduaneira.
Imaginem, ainda, que esse advogado gosta de representar
interesses legítimos de clientes relevantes, com casos complexos e
interessantes que, portanto, lhe dão mais conhecimento e experiência. Às vezes
lá consegue, tantas vezes nem por isso.
Imaginem, finalmente, que esse advogado trabalha
numa grande sociedade de advogados, depois de já ter trabalhado numa consultora
(se fosse um engenheiro ou um economista, talvez trabalhasse numa grande
empresa de comunicações, de energia ou de distribuição alimentar).
Ah – desculpem – imaginem, já agora, que esse
advogado vive dos rendimentos desse seu trabalho.
Imaginem, num último momento, que esse cidadão
e advogado (ou engenheiro ou economista) é convidado para um cargo político com
potencial exposição mediática.
Imaginem a estupidez que seria ele aceitar…
PS.1 Estão a conseguir transformar o exercício
de cargos públicos num impulso de estupidez.
PS.2 O debate à volta dos impedimentos, das
incompatibilidades, da revelação dos interesses (anteriores e posteriores), por
parte dos titulares dos cargos públicos, é da maior relevância. Mas está demagógica
e dolosamente contaminado.
PS.3 Para que não subsistam dúvidas, eu defendo
– imaginem – no ministério das finanças alguém com experiência em orçamento e
finanças, no ministério da defesa quem perceba de defesa e de relações
internacionais, na justiça quem tenha experiência e conheça o quadro de
actuação dos operadores judiciários, no ambiente quem tenha experiência e perceba
de energia e ambiente, e por aí fora. E, sim, na secretaria de estado dos assuntos
fiscais, alguém que perceba de impostos e que não caia lá de paraquedas sem
qualquer experiência. Isso implica enfrentar dificuldades em matéria de
incompatibilidade e impedimentos? Sem dúvida. Mas essas dificuldades não se resolvem
no terreno da fulanização demagógica.
#Escritório
quinta-feira, 2 de março de 2017
Imbecil
É preciso ser muito fraco para defender e inventar (inventar parece-me ser o termo) razões (razões já não me parece ser o termo) para justificar (justificar também não me parece ser o termo) a enormidade que é as mulheres receberem menos que os homens por igual trabalho.
Mas essa do "mais fracas" é demasiado fraca (fraca talvez nem seja o termo). É sobretudo imbecil (imbecil parece-me mais o termo).
#Saladeestar
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
A pé
- Que sorte poderes ir a pé para o escritório.
- Sim. É bom. E eu gosto de andar a pé. Conhecem-se as ruas ao pormenor. As fachadas, os portões, as campainhas. Os passeios, as árvores, os lampiões. As sombras, as marcas e os sons. E as pessoas, claro.
Podemos fazer o mesmo percurso milhares de vezes que há sempre alguma novidade.
- Que sorte …
- Sim. Mas sorte não é bem o termo. Há sempre um mas.
- Não vais dizer que andar de carro também é melhor. E dispenso esse lugar comum de que sabe bem ouvir rádio e que no carro temos o «nosso mundo» que ninguém perturba...
- Não. Também podes criar esse teu mundo quando andas a pé. O problema de andar a pé é que eu só o consigo fazer de duas maneiras. Ou atento ou distraído. E nenhuma delas é perfeita.
- Não inventes. Nem compliques.
- Não tem a ver com isso. Quando vou atento temo sempre que me caia qualquer coisa na cabeça. Tanto pode ser uma pinga pelo colarinho no justo momento em que vou a passar (que é tão tolerável como irritante) como pode ser outra coisa qualquer. Há sempre alguma fachada com andaimes. E se reparares bem a segurança daquilo é muito duvidosa. É por isso que vou sempre o mais de fora do passeio possível.
- Então tenta distraíres-te.
- Também não serve. Queres ver? Ontem, pela milésima vez (talvez centésima, não exageremos), voltei a ser sobressaltado. No mesmo portão de sempre. O mesmo cão de sempre. O mesmo susto estúpido de sempre. Que para mais, com o salto ridículo que dei, fui aterrar directamente no dejecto do passeio. Não sei de que cão, mas o cheiro … também era o de sempre.
#Saladeestar
- Sim. É bom. E eu gosto de andar a pé. Conhecem-se as ruas ao pormenor. As fachadas, os portões, as campainhas. Os passeios, as árvores, os lampiões. As sombras, as marcas e os sons. E as pessoas, claro.
Podemos fazer o mesmo percurso milhares de vezes que há sempre alguma novidade.
- Que sorte …
- Sim. Mas sorte não é bem o termo. Há sempre um mas.
- Não vais dizer que andar de carro também é melhor. E dispenso esse lugar comum de que sabe bem ouvir rádio e que no carro temos o «nosso mundo» que ninguém perturba...
- Não. Também podes criar esse teu mundo quando andas a pé. O problema de andar a pé é que eu só o consigo fazer de duas maneiras. Ou atento ou distraído. E nenhuma delas é perfeita.
- Não inventes. Nem compliques.
- Não tem a ver com isso. Quando vou atento temo sempre que me caia qualquer coisa na cabeça. Tanto pode ser uma pinga pelo colarinho no justo momento em que vou a passar (que é tão tolerável como irritante) como pode ser outra coisa qualquer. Há sempre alguma fachada com andaimes. E se reparares bem a segurança daquilo é muito duvidosa. É por isso que vou sempre o mais de fora do passeio possível.
- Então tenta distraíres-te.
- Também não serve. Queres ver? Ontem, pela milésima vez (talvez centésima, não exageremos), voltei a ser sobressaltado. No mesmo portão de sempre. O mesmo cão de sempre. O mesmo susto estúpido de sempre. Que para mais, com o salto ridículo que dei, fui aterrar directamente no dejecto do passeio. Não sei de que cão, mas o cheiro … também era o de sempre.
#Saladeestar
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