quinta-feira, 28 de setembro de 2017

União das freguesias

- E tu, em que freguesia votas? Na União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, na União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde ou na União das freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos?
- Quer dizer, eu nasci na União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, morava na União das freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos, mas agora moro na União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.
- Mas então onde votas?
- No Porto.
- Mas onde? Na União das Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, na União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde ou na União das freguesias de Lordelo do Ouro e Massarelos?
- Ah, desculpa. Voto na União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde.

Não sou só eu a achar esta coisa da «União das Freguesias de …» uma canseira, pois não?

#Saladeestar

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Pode ter sido (ainda) mais importante

1. Há várias coisas de que gostei na jornada de hoje. Desde logo a vitória, os 3 pontos e a receita, claro.
2. Depois, gostei muito (tenho sempre essa esperança) do resgate de alguns jogadores (Sérgio Oliveira à cabeça, mas também Herrera e o Marega - este já mais consolidado desde o início do ano).
3. Gostei também do regresso do Porto à sua condição natural de equipa de Champions. Não podemos ceder à tentação de desprezar uma fase de grupos (é quase como negar a nossa identidade e é defraudar o respeito que os demais projectam em nós). Neste particular ainda nos distinguimos internamente, e isso é um activo a salvaguardar.
4. E, não menos importante, gostei muito porque representou uma espécie de reconciliação com o nosso modelo. Sempre foi assim que crescemos. Como clube. Como equipa. Como plantel de valores individuais em ascensão.
5. O jogo e o resultado de hoje podem ter sido mais importantes do que parece. Oxalá.


#Saladejogos

Sérgio


1. Noite de Champions e Porto. Noite de Champions e Porto (tinha que repetir). É assim que se cresce.
2. Ganhar fora ao campeão francês é sempre de sublinhar. E o Mónaco do Leonardo só serve para engrandecer a nossa jornada.
3. 3-0. Como da outra vez. Fez todo o sentido.
4. O Sérgio (os dois, mas refiro-me ao Conceição) merece esta reentrada na Champions. Pensou bem, mexeu bem e foi feliz. Merece.
5. Eu gostei do 11, das soluções que o banco oferecia e da entrega de todos. Sim, do Herrera. Sim, do Marega (o que desprezavam...). E sim, do Sérgio (o Oliveira).
6. O Aboubakar marcou dois golos? Certo. O Brahimi esteve bem? Certo. Como quase todos os demais. Mas eu regresso ao Sérgio (o Conceição). É nossa esta vitória. Mas é muito dele.


#Saladejogos

terça-feira, 26 de setembro de 2017

O voto dos qualificados

Acho graça à sobranceria com que sempre olharam àqueles eleitores do norte que elegiam as Fátimas Felgueiras, os Avelinos Ferreiras Torres e os Valentins Loureiros para as suas câmaras municipais. Eram eleitores de concelhos – julgam eles – menos desenvolvidos, menos urbanos, com uma população predominantemente de baixas qualificações e com escasso poder de compra. E era esse contexto que gerava cidadãos mais facilmente manipuláveis, que não tinham grande critério nas suas escolhas, e que, no fundo, eram menos capazes para o exercício esclarecido do direito de voto. Quase que melhor seria que lhes suspendessem o direito de votar.
Não conheço a realidade de Oeiras em 2017. Mas imagino um concelho rural, sub-desenvolvido, com uma população predominantemente de baixas qualificações e com escasso poder de compra (desculpem lá tanto preconceito junto). Só pode…


#Escritório

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Merkel ontem e hoje

Eu ainda sou do tempo em que nos referíamos à Chanceler alemã como a «Senhora Merkel». Era o tempo em que projectávamos os nossos males nos outros (tendo como principal protagonista a Alemanha da «Senhora Merkel»). De tanto sublinharmos essa imputação à «Senhora Merkel» nem nos dávamos conta de como nos expúnhamos ao nosso próprio complexo de inferioridade. Claro que esse estrebuchar infantil ficava entre portas (a voz grossa e machista não tinha visto para atravessar a fronteira). E, curiosamente, era mesmo um tique de «género» (ao contrário da «Senhora Merkel», Hollande e tutti quanti não mereciam essa coisa do «Senhor» e eram poupados à nossa indignação).
Passaram alguns anos, os protagonistas internos trocaram de papéis, a imputação indignada à «Senhora Merkel» deixou de ser útil e até veio uma crise de refugiados em larga escala que nos revelou quem é consequente e quem não é (quem se fica pelas proclamações populistas e quem dá a mão não olhando às recomendações eleitoralistas).
De Merkel a história já não se livra. A maior democracia da Europa (digo maior simplesmente para significar que estamos a falar da democracia com mais eleitores), pela quarta vez consecutiva, escolheu livremente Angela Merkel.
E mesmo num cenário de «geometria» eleitoral incerta – em que ainda se medem as soluções e os acordos possíveis para assegurar a governabilidade – de Angela Merkel sabemos que estará sempre do lado da democracia. Ela que já testou quase todo o tipo de coligações. Ela que agora testará outro. E nesse outro sabemos – mais um mérito de Merkel – que não será premiada a ameaça dos partidos extremistas, sejam eles de esquerda ou de direita (porque para um democrata, no que é fundacional, não vale a pena distinguir).

#Escritório

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

É sempre a primeira vez

Há eventos que se podem repetir mas que nunca são demais. São sempre especiais. São sempre únicos. Aliás, não se repetem. Quando muito vivemos momentos únicos uma vez, e outra, e outra.
É assim quando nos nasce um filho pela primeira vez. É assim quando nos nasce um segundo filho pela primeira vez (cada um na sua primeira vez!). E quem diz um filho - que é o evento mais extraordinário e sobrenatural - diz também um sobrinho.

Eu, que venho repetindo momentos únicos, quer dizer, que os venho vivendo pela primeira vez várias vezes, nunca escapo à emoção e a esta incredulidade da primeira vez.
Hoje foi um desses dias. Recebi um sobrinho. Pela primeira vez...


#Jardim

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A minha escolha para o Porto

Gosto da sensação de proximidade que só as eleições autárquicas nos dão. Porque conhecemos melhor o que está em jogo. Porque temos a nossa própria hierarquia de problemas e de soluções (somos uma espécie de presidentes de câmara sombra). E porque sentimos a sorte da nossa cidade como a nossa própria sorte.
Passaram 4 anos e chegou novamente o momento de escolher. O exercício da escolha democrática é paradoxalmente simples e complexo. É simples porque se expressa numa mera adesão (uma simples cruz no boletim de voto). É complexo porque nunca nos revemos em tudo e, portanto, é sempre um exercício de maior ou menor aproximação. E no meu caso – falo de mim apenas – é fruto da ponderação das circunstâncias, dos programas (que os leio ou antecipo, quando a adesão é anterior ao programa), das equipas (que as procuro conhecer), e, naturalmente, da comparação que faço entre os candidatos a quem admito aderir (e não escondo que há os que excluo à partida, por serem congénitas as distâncias).
Para o Porto, entre Álvaro Almeida, Manuel Pizarro e Rui Moreira, não tenho hesitações.
Já expliquei porque avalio positivamente o mandato que agora termina (http://opalacete.blogspot.pt/2017/05/promessa-cumprida.html aqui, por exemplo). E, já agora, também já expliquei porque avalio negativamente a oposição. Também antecipo que o próximo mandato tem tudo para ser «o mandato». Por ser aquele em que se materializarão os projectos mais icónicos e até históricos (como o Bolhão, o Rosa Mota, o Matadouro, o Terminal Intermodal de Campanhã, a expansão do Parque Oriental e – isso é que era! – a ansiada EMA). Por ser também o segundo mandato – naturalmente mais ágil e mais imediato (não há necessidade de conhecer os «cantos à casa»). Mas, sobretudo, por ser aquele em que a visão que virou a cidade produzirá ainda mais resultados. E é com Rui Moreira e a sua equipa que faz sentido fazermos esse caminho colectivo.

#Escritório