quinta-feira, 2 de novembro de 2017

3 pontos


1. Jogo difícil. Adversário ultra competitivo. Nada previsível. Percebe-se bem porque foi “só” o segundo classificado do campeonato alemão.

2. Fizemos o segundo quando estávamos à procura dele. Não caiu do céu. Mas nem sempre, mesmo quando o merecemos e procuramos, o golo aparece.

3. 3 pontos contra uma equipa alemã num jogo de Champions são 3 pontos contra uma equipa alemã num jogo de Champions. E o resto é conversa.

#Saladejogos

Cumprindo Tourais

Nestes dias em que cumprimos com os nossos - e neste ano ainda mais especialmente - cá estamos.




#Jardim

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Inés Arrimadas

Mesmo para alguém, como eu, que não tem «lado» porque não se sente habilitado a compreender inteiramente nem a aspiração independentista catalã nem a convicção autonomista com a integração no Estado espanhol, há um lado a que não resisto. O dos protagonistas.


Olhamos, ouvimos e estudamos a figura do Pudgemont (há meia dúzia de meses nem o difícil nome sabíamos pronunciar). E olhamos, ouvimos e estudamos a figura de Inés Arrimadas. Ignorem por momentos (eu sei que é difícil) a questão estética – e quem me conhece sabe como não desprezo a estética na política. Fixem-se simplesmente na postura, nas intervenções, no conteúdo. Se em Pudgemont sentimos o oportunismo, a vacuidade estratégica, a coragem titubeante, em Inés Arrimadas, sentimos a convicção, a militância democrática, a coragem genuína. E – regressemos à estética – a fluência discursiva, a indumentária sóbria e elegante, o tom doce e firme, fazem de Inés Arrimadas uma líder invejável. Sorte a dos Catalães.

#Escritório

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Vou ser muito directo


300 Milhões de Euros. Sim, 300 Milhões de Euros.
Na sequência da catástrofe dos incêndios deste ano, é esta a verba (300 Milhões de Euros) que o Governo anuncia com pompa e circunstância. Parte desse montante são, aliás, linhas de crédito.
300 Milhões de Euros para recuperar o território, a floresta, casas, instalações industriais, estradas, infra-estruturas… Só quem não conhece a imensidão de território que está em causa é que pode ficar calado.
Eu não sei que país é este. E poupo-vos a exercícios de comparação. Mas 300 Milhões de Euros foi, por exemplo, o que o Estado gastou na estação de metro do Terreiro do Paço.
Uma estação de metro para o interior ... sinto vergonha.


#Escritório

Reportagem (do inferno)

Foi assim. Em Tourais foi assim.















#Jardim

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Sem cálculo e sem clubite


Vivo, por estes dias, muito impressionado. E uma das coisas que me tem impressionado é que perante eventos tão graves e tão profundos haja resistência ou impulsos de clubite. Estamos a falar de vidas (muitas!). Estamos a falar de meios elementares de subsistência. Estamos a falar da viabilidade de grande parte do nosso território comum. Perante isto, perante tamanha catástrofe, é absurdo medirmos as nossas reacções. É absurdo que nos preocupemos em estarmos alinhados com os «nossos», que evitemos dizer o óbvio para não afectar ou o governo ou a oposição (dependendo de quem forem os «nossos»).
Eu digo-o com todas as letras. Quero lá saber se o governo é de direita ou de esquerda. Quero lá saber se é do PS, do PSD, do CDS, do PCP ou do BE. Eu e todas as pessoas com quem vivi o inferno de domingo e da madrugada de segunda não queremos saber.
O que sabemos, sem clubite (porque somos livres para o dizer) é que quem circunstancialmente está à frente dos nossos destinos não tem (não teve comprovadamente) a capacidade para nos proteger, para nos interpretar, para nos levantar sequer.
E estamos a falar do que é absolutamente elementar.
É um governo PS (com apoio do PCP e do BE) que nos governa hoje? Se fosse um governo do PSD e do CDS eu, nas mesmas circunstâncias, diria e faria exactamente o mesmo. Porque as vidas, os meios elementares de subsistência, a viabilidade de grande parte do nosso território, não são de esquerda ou de direita. E valem mais – e antes do mais – que qualquer número de economês e politiquês, que qualquer afinidade ou alinhamento. São vidas senhores!
Claro que me manifestarei no sábado.
Sem cálculo e sem clubite.


#Jardim

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Obrigado

(com Rosarinho Montenegro Fonseca, Maria Pessanha Moreira, António Montenegro, Francisco MontenegroLuís MontenegroJoão MontenegroPedro Montenegro)
Há uma explosão de sentimentos a que não resisto. Gratidão, em primeiro lugar. Lamento e frustração, pelo que não foi possível salvaguardar. Alegria (sim, alegria) por sentir que fizemos o que devíamos ter feito, pela sorte que, apesar de tudo, tivemos, e, sobretudo, pelas vidas e bens poupados. E revolta. Muita revolta. Mas desta última ainda não é o tempo de falar.
Para já queria apenas agradecer as centenas (ou milhares, confesso que estou perdido) de manifestações de amizade, de comunhão, de solidariedade que me destinaram. Que nos destinaram.
Não consigo agradecer individualmente como mereciam (talvez vá conseguindo). Mas agradeço porque sinto quão genuínas e consoladoras foram.
Uma última palavra. Não me confundam. Não fui nenhum herói. Não fomos. Limitámo-nos a cumprir. Com a nossa terra. Com a nossa gente. Com a nossa família (de quem recebemos e a quem devemos entregar).
Só se, nos dias que correm, acharem que quem cumpre com os seus merece ser elevado a herói. Eu ainda não acho.
Obrigado a todos.


#Jardim