segunda-feira, 14 de maio de 2018

A festa (II)


Pode ser uma mega produção, com palcos, ecrãs, colunas e muita sofisticação.
Mas a militância é que interessa.
E não há varanda como a nossa.

A festa (I)

A avenida dos Aliados é linda.

terça-feira, 8 de maio de 2018

E somos

1. Soa quase a capricho mas eu preferia festejar a conquista matemática do título ao som de um golo nosso. Eu preferia que o momento matemático não tivesse sido no sofá ...
2. Eu não domino as estatísticas todas mas tenho ideia do essencial. Passámos o campeonato quase todo na liderança, fomos mais competentes nos jogos com os rivais directos, marcámos mais golos e sofremos menos. E não soçobrámos na recta final. Foi justo.
3. Apesar de todos os erros (não vou falar deles) gosto da coincidência de sermos os primeiros campeões num campeonato disputado com apoio do VAR.
4. Fomos campeões sem metáforas e sem “neovocabulário”. Não ha cá “carrega”, nem “rumo”, nem “dá-me”, nem sequer aquela coisa do “Ferrari” e do retrovisor. Eu só dizia uma coisa muito simples e nada presunçosa - “eu quero o PORTO campeão!”.
5. E somos!

PS. Um abraço a muitos que se me têm dirigido e que, na sua tristeza (talvez mais conformismo e fair-play) sabem como estou contente.

#Saladejogos

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Presunção de vergonha

Nesta nova senda dos «envergonhados» presumo que o João Galamba e o Carlos César se sintam envergonhados pela falta de vergonha de João Galamba e Carlos César até anteontem. Presumivelmente.

#Escritório

terça-feira, 1 de maio de 2018

Gare ao abandono

Em primeiro lugar (soa bem esta do “em primeiro lugar”) a recepção à equipa devia ter sido na parte de fora do aeroporto. Nunca lá dentro (apetece dizer que “Portugal não é a Grécia”).
Depois, toda esta adesão estava “anunciada” e era antecipável. Não se compreende a falta de comparência das forças de segurança para orientar aquele momento colectivo.
Finalmente é sempre triste constatar a selvajaria e a indigência de uns quantos. Não confundo os efeitos de um ajuntamento de muita gente (em que até pode haver danos e sujidade) com o que é simplesmente criminalidade e selvajaria.

Os “maus tratos” à gare do aeroporto e os roubos nas lojas eram evitáveis. Pode e deve ser assacada a responsabilidade aos seus autores em primeiro lugar (gosto mesmo de dizer “em primeiro lugar”). Mas não ponham de fora as forças de segurança. Cabe na cabeça de alguém que a gare estivesse ao abandono?

#Saladeestar

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Ainda não

Vou ser franco. Não gosto desta festa. Não tem nada a ver com ser sonso.
Quando temos dois jogos e falta apenas 1 ponto (se os nossos rivais empatarem - o que nem é um resultado impossível - até pode nem faltar nenhum) seria absurdo não reconhecer que está próximo o momento. Mas eu não gosto desta festa.

Uma coisa é festejar uma vitória difícil e quase decisiva na Madeira (como também foi a da Luz há duas jornadas). Outra coisa é festejar um título que ainda não conquistámos. E uma coisa é festejar para dentro (entre os nossos) outra coisa é exibir para fora uma festa que ainda não se justifica. Ainda não. É esta a expressão.
PS. Apreciei (é quase um paradoxo) que o Porto Canal - sim o Porto Canal - não tivesse embarcado nos directos da chegada da nossa equipa ao aeroporto. É que “ainda não”.

#Saladejogos

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Memória ...


- Zé Maria?
- Sim?
- Não estás a ver quem eu sou ...
- ... mmmm ... 
- Católica?
- Ahhh ... (por favor diz o teu nome que eu não estou a ver e já estou a ver que não posso não estar a ver...)
- Alexandra...
- Ahhh Alexandra! Que é feito?
- Vivo aqui, quer dizer, metade do ano aqui.
- (boa, não percebeu que eu não estava a ver ... nem estou ainda...)
E tens estado com alguém? (procuro sinais, não desisti de corresponder)
- Olha, com a Marta continuo a estar. É das minhas melhores amigas.
- (Oh que caraças, quem diabo é a Marta?). Marta, sim, Marta...
- A Marta Pais.
- Pois, a Marta Pais. Sim.
(claro que continuo às escuras...).
- E o Pedro. Tenho falado com o Pedro.
- O Pedro não estou a ver (primeira vez que sou sincero).
- O Pedro Jota!
- Claro! O Pedro Jota! (não tive hipótese de ser sincero outra vez)
- Para onde vais que eu faço-te companhia?
- (estou tramado ... merecia uma reciprocidade genuína ... rezo por uma memória, só uma ...)

#Saladeestar