segunda-feira, 9 de maio de 2016

Na berma até Fátima

Todos os anos somos surpreendidos (surpreendidos não será bem o termo, infelizmente) com a tragédia dos atropelamentos de grupos de peregrinos a caminho de Fátima. Se é certo que não há "épocas baixas" é com a proximidade do 13 de Maio - data em que afluem mais peregrinos - que essas tristes notícias são demasiado frequentes.

No país das auto-estradas (já vai da A1 à A49!, imaginem), das super escolas com mobiliário de assinatura e dos Programas Polis, ainda não temos um simples caminho, com um mínimo de segurança, ao dispor dos milhares de peregrinos que já mereciam evitar a berma da Estrada Nacional 1 (o que para alguns, será o mesmo que dizer, que já mereciam não perder a vida).

Eu perceberei pouco do que deve ou não deve ser o investimento público mas percebo o suficiente para ter a certeza de que é escandaloso, quase 100 anos depois dos primeiros peregrinos, ainda não termos concluído uma das mais elementares obras públicas. E esta seria verdadeiramente universal. Beneficiaria novos e velhos, ricos e pobres, homens e mulheres. Ou não fosse o caminho para Fátima.

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