sexta-feira, 16 de junho de 2017

Helmut Kohl

Não saberei explicar porquê. Mas quando penso num grande líder europeu – daqueles inspiradores, a cujos textos gosto de recorrer (porque um bom discurso, ou ate um bom programa político, são documentos sempre actuais na sua essência) – não recorro a Helmut Kohl.
Pode ser injusto para Kohl, mas não estaria a ser honesto se dissesse o contrário.
No fundo, a verdade é que (reconheço-o) nunca me senti especialmente ligado, sob o ponto de vista político e emocional, a Helmut Kohl. Mesmo sendo um líder importante, num Estado determinante, e por um período longo e relevante.
Mas esta circunstância não me tolda o sentido de gratidão. E menos me tolda o reconhecimento objectivo da história.
Helmut Kohl foi o Chanceler de uma Alemanha dividida. Foi depois o Chanceler que soube conduzir essa Alemanha dividida à reunificação (aos olhos de hoje, um passo tão óbvio e tão simples, mas que não era nada óbvio nem simples). Foi, também, o Chanceler da adesão de Portugal à então CEE. E foi Chanceler durante 16 anos.
Merece todo o reconhecimento. E gratidão.

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